quinta-feira, 15 de março de 2012

A Estrada das Histórias de Fadas

Boa Noite!
Sim, eu estou viva! E aqui de volta!
Estive observando o meu blog estes dias e percebi que estava faltando algo muito importante: o meu pôster acadêmico! E. é claro, sobre ninguém mais do que o meu amado J.R.R Tolkien e o seu ensaio "Sobre Histórias de Fadas". Apresentei o pôster na III Semana Acadêmica de Letras da Universidade Tecnológica Federal do Paraná em setembro de 2011. Foi uma experiência incrível! Sou eternamente grata a minha querida orientadora a Prof. Dra. Regina Helena Urias Cabreira que me apoiou nesta deliciosa tarefa e a todos que foram me visitar na apresentação do pôster. 
E para aqueles que ainda não o conhecem, aí esta ele....

Namarië...

P. S.: Em breve noticias do meu TCC sobre O Senhor dos Anéis....



A ESTRADA DAS HISTÓRIAS DE FADAS

RESUMO: O que são histórias de fadas? Qual a sua origem? Para que servem? Esta pesquisa tem por finalidade responder tais questões através do ensaio “Sobre Histórias de Fadas” de J.R.R. Tolkien (1938), na tentativa de comprovar a importância cultural e histórica e como podem ser utilizadas como formadores de indivíduos mais sensíveis e atentos à realidade em que vivem.

 J.R.R. Tolkien (1892 -1973)

INTRODUÇÃO
       As Histórias de Fadas são, de fato, muito antigas. Desde a infância as histórias de fadas exercem um papel muito mais importante que apenas o entretenimento, pois estão diretamente ligadas à formação do indivíduo. 

DESENVOLVIMENTO
       “Histórias de Fadas” para Tolkien se resume em histórias que perpassam ou usam o Belo Reino, o lugar onde as fadas existem, com uma finalidade qualquer: sátira, aventura, moralidade ou fantasia, na qual a magia deve ser levada a sério.
         A origem das histórias de fadas está ligada á origem dos elementos fantásticos (fadas, bruxas, anéis mágicos, dragões), que por sua vez estão relacionados à origem da linguagem e da mente, que levam a um debate entre a invenção independente dos semelhantes, a herança dos antepassados e a difusão em várias épocas. Todas as histórias eram originalmente mitos que, segundo CAMPBELL (1944), são uma linguagem pictórica, a qual possui a fala nativa do sonho, que permite introduzir mudanças nos padrões das iconografias herdadas pelo homem. Entretanto, COELHO (1987) afirma que a origem das fadas veio do seio do povo celta com as primeiras mulheres sobrenaturais da criação poética céltico-bretã, originando a linhagem das fadas.


         O valor das histórias de fadas não deve ser dado somente às crianças, pois elas tem um pequeno conhecimento de mundo que complica na compreensão do valor permanente da história e no discernimento entre o fantástico, o estranho, o despropositado e o adulto, mesmo que tenham a credulidade do subcriador. LEWIS (1982), assim como Tolkien, defende que às histórias fadas devem ser lidas também pelos adultos. Para ele os elementos da infância devem acompanhar o crescimento à idade adulta, unindo-se aos novos elementos que surgem neste processo, ou haverá mudança na essência do indivíduo e o crescimento não acontecerá. Além do valor literário, as histórias de fadas também oferecem a Fantasia, Recuperação, Escape e Consolo; coisas que as crianças precisam menos do que os mais velhos.
A Fantasia está ligada ao ato de conceber imagens conhecidas por Imaginação ao “poder de dar a criações ideais a consistência interna da realidade” (p.54), ou seja, a arte vinculada à Imaginação que resulta na Subcriação. A necessidade de Recuperação surge quando a fartura dos anos vividos leva ao tédio e apenas as histórias de fadas são capazes de trazer de volta o brilho as coisas que se tornaram triviais pela apropriação delas. O Escape acontece na necessidade de fuga para um Mundo Secundário em qualquer circunstância por ser uma fonte de satisfação e consolo. E, enfim, o Consolo é muito além da satisfação imaginativa de antigos desejos, mas o Consolo do Final Feliz que todas as histórias de fadas conseguem oferecer com um perfeito encanto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
       Muito além do consolo, alegria e reflexão, as histórias de fadas nos constituem como indivíduos por estarem diretamente ligadas à cultura que se descende da herança familiar e da linguagem. Estudar a origem destas histórias leva a perceber que a formação do indivíduo sensível vem da descoberta de que somos feitos de histórias de maneira que ouvimos muitas histórias no decorrer desta estrada que é a vida.

REFERÊNCIAS
TOLKIEN, J. R. R. Sobre Histórias de Fadas. Conrad, 2010
COELHO, Nelly Novaes. O Conto de Fadas. Ática, 1987
CAMPBELL, Joseph. O Vôo do Pássaro Selvagem: ensaios sobre a universalidade dos mitos. Record, 1997
LEWIS, C. S. As Crônicas de Nárnia. Volume Único. Três maneiras de escrever para crianças. Martins Fontes, 2009

4 comentários:

  1. Lucas Fernandes16 março, 2012 07:42

    Nossa, nunca tinha me ocorrido esse relacionamento entre as histórias da infância, que agora, percebo eu, não estão mais confinadas à infância, e o desenvolvimento da língua. Faz querer ler mais e mais o mestre que é Tolkien. E o seus textos também! Está excelente!

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    1. Obrigado! As histórias infantis são um enigma porque são perfeitas para todas as idades... Tolkien era um grande apreciador dessas histórias, por isso suas histórias devem encantar tanto...:)

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  2. Oi Querida

    Vim te visitar, ja estou seguindo seu blog e te convidar a conhecer o meu... venho vc sera muito bem vinda.
    http://www.artespriess.blogspot.com.br/
    To te esperando
    Bjus Dani

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  3. Oi!

    Que legal seu blog! :D
    Impressão minha ou esse foi um trabalho acadêmico?
    Por que você desativou? Eu gostei dos post que li... Espero que retome! :)

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