domingo, 12 de junho de 2011

NA MINHA PORTA

Olá para todos!
Estive mais de dois meses desaparecida, mas estou de volta! Desculpem a demora!
Escrevi faz alguns meses esta história e depois de reescrevê-la várias vezes resolvi postar. 
Hoje é o dia dos namorados e uma história de amor com um final inusitado me pareceu agradável para esta data.
Aguardo os comentários e críticas!


NA MINHA PORTA


       Tardes frias e chuvosas são maravilhosas para curtir a solidão na companhia de uma xícara de chá ou uma taça de vinho e algo para acompanhar. Mas, naquele dia, eu parecia poder adivinhar que a minha paz deliciosa e aconchegante não duraria muito. E foi só pensar nisso que ouvi que alguém batia a minha porta. “Quem poderia ser?” pensei, porém da janela já pude ver quem era. Era ele...
       _ Você disse que voltaria e aqui está você! Não imaginava que você fosse voltar! Estou tão feliz em te ver!
       Estas foram minhas palavras quando eu o encontrei na soleira de minha porta. Ele tinha os cabelos enfeitados por pingos de chuva. Um sorriso se formava em seus lábios que contrastavam com o brilho dos seus olhos. Como ele continuava lindo!
       Não pude pensar em mais nada além de me atirar em seus braços. Como eu havia sentido a sua falta! Como meu coração estava agitado e minhas mãos tremiam sem meu consentimento. O seu abraço era tão bom! Eu já podia me sentir em casa outra vez! Fora uma longa espera...
       Convidei-o para que entrasse, como sempre. Ele sentou-se no sofá e eu o acompanhei. Ofereci uma xícara de chá, mas ele recusou. Ficamos ali a conversar. Ele me contou as suas aventuras pelo mundo afora, suas diversões e conquistas que alcançou. Eu tinha ficado esperando por ele em meu mundo de sonhos enquanto construía o meu império.
       Mas nada era como antes. O tempo havia nos mudado demais. Não éramos mais aqueles adolescentes de antes. Já não tínhamos as mesmas intenções de antes. Ele já não me sufocava mais como antes. Ele não iria mais poder exigir que eu fosse a mulher perfeita dos seus sonhos ao invés daquela que ele definia como uma criança chorona que falava demais e sem pensar, e que não tinha personalidade. Eu não tinha sido a melhor pessoa, mas, mesmo assim, eu estava feliz em vê-lo outra vez, agora, depois de dois anos de sua ausência.
       A noite já havia chegado quando ele disse que precisava ir, pois já estava ficando tarde para ele voltar para casa. Acompanhei-o até a porta onde ele me abraçou e finalmente me disse adeus. E, assim, ele foi embora sem ao menos olhar para trás.
       Algo tinha mudado nele depois da nossa longa conversa. Ele não conseguiu esconder a surpresa e o desapontamento ao descobrir que eu estava muito bem e realizada ao invés da dona de casa cheia de filhos que ele esperava ver. Está certo que nada seria como antes. Os anos me tornaram madura para a vida e para ele. Desfrutamos a companhia um do outro por um bom tempo até o dia em que foi preciso que cada um seguisse o seu caminho. Não foi por falta de amor, mas porque a hora tinha chegado...
       Afinal vivemos para superar aquilo que nos perturba e nos assombra. Eu tinha conseguido deixá-lo apenas na minha história até ele aparecer na soleira da minha porta e trazer tudo de volta ao início. Mas eu não me importava mais, pois foi o melhor para nós dois. Ele tinha que ir embora para sempre. A escolha que ele tinha feito o espera do outro lado da porta. A minha vai me levar aos meus sonhos.
       Não sei se agora ele irá voltar outra vez, mas não irei mais esperar por ele outra vez. Como eu estava feliz! Eu tinha feito a escolha certa. Meus sonhos sempre seriam mais importantes do que a companhia dele. Tranquei a porta e fui escrever...

Por S.W.

domingo, 20 de março de 2011

O Menino e a Borboleta

Olá para todos!!!

Demorei, mas aqui eu estou outra vez!
Alguns dias atrás eu estive lendo alguns dos meus diários e encontrei uma pequena história que escrevi em 2007 e que depois de algumas reformulações resolvi postar.
Espero que esta singela história possa trazer alegria ao seu coração como sempre traz ao meu!


O MENINO E A BORBOLETA


       Ele é um menino. Ela é uma borboleta. Ele sonha encontrar um amor para a vida toda assim como ela. Ele está à busca deste amor a cada dia que se passa, ate que ele vê uma borboleta da janela de seu quarto. Ela pousara numa flor do jardim de sua casa: belíssima com suas asas coloridas e delicadas a se mover suavemente sob o leve brilhar do sol da manhã.
       _ Será que eu conseguiria alcançá-la e trazê-la para junto de mim? _ assim pensava ele _ Ela está lá! Quem sabe me esperando para que eu a busque e a leve para casa, faça companhia a ela e lhe conte belas historias, aquelas de grandes amores inesquecíveis, de aventuras de príncipes e princesas que só eu sei contar.
       Ele vivia a imaginar como seria este encontro. Será que a borboleta viria até ele ou seria ele quem teria que sair lá fora para encontrá-la? Que dúvida cruel é esta que ajuda aumentar ainda mais a sua timidez. Como ela iria reagir quando o visse? Será que voaria para longe como as outras ou deixaria ele se aproximar dela? Ela é tão linda e perfeita! Eu não sei se mereço se sequer mereço a sua companhia, quem diria o seu amor. Apenas sei que ela é a minha alegria. Como eu seria feliz se ela me desejasse ao seu lado!
       Enquanto ele viajava em seus pensamentos e sonhos a borboleta estava a observá-lo de longe. Vivia em liberdade em meio a uma bela paisagem, mas isso não significava que ela vivia na terra de seus sonhos. Seu coração estava vazio como um jardim sem flores. Estava à espera de alguém que o preenchesse com o seu amor, seu carinho, sua companhia... E mesmo ela sendo frágil demonstrava sua coragem ao ficar olhando para o garoto sem medo de ser castigada ou até mesmo destruída por isso. Só ansiava por amor. Algo tão belo e perfeito como aquela manhã de primavera. O amor! Como poder amar faria aquela borboleta completamente feliz!
       _ Será que vale a pena amar? _ pensou a borboleta _ Acho que sim. Estou aqui a esperar que você, que olha o jardim da janela, venha até a mim. Não importa quanto tempo leve para que você descubra um pouco mais sobre mim do que a minha presença. Sei que somos muito diferente um do outro. Quero apenas que você me ame, me torne completa, me proteja e me faça feliz! Não desejo nada mais que isso. Sou pequena demais perto deste mundo gigante, mas quando eu conseguir te alcançar pousarei no seu ombro para que você sinta que eu não sou um fardo para você carregar, mas eu sou leve como uma pequena folha de roseira. Venho trazer a alegria e o meu amor para seu coração, pois é tudo que tenho para te oferecer. Agora, olhe para mim! Deixe de lado o seu orgulho, enfrente a timidez, a vergonha e venha até o jardim. Saia para sentir a brisa suave que aqui passa. Saia para ver como este lugar é perfeito como nos dois somos um para o outro. Deixe tudo lá dentro de casa e traga apenas o seu coração. Eu estou te esperando porque eu te amo. Venha!
       Ele era um menino e ela uma borboleta...
       Se o menino veio ate o jardim eu não posso dizer, mas espero que ele tenha seguido seu coração ao invés daquilo que as pessoas iriam dizer ao descobrir que ele amava uma borboleta. Eu desconheço o final desta história, mas suponho que você que esteja lendo conheça...

Por Susanne Windflower

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Memórias

Olá para todos!!!

Aqui estou eu postando pela primeira vez!
Escolhi um conto que eu escrevi a alguns dias atrás.  
Espero que todos vocês gostem.



MEMÓRIAS


Era manhã. O sol ainda não havia sorrido no céu. Os passarinhos cantavam uma bela melodia. Segunda-feira, dia de acordar cedo para trabalhar. Minha turma de alunos me espera na escola. Um dia de grandes expectativas, pois a aula de hoje será sobre memórias.
Chegando à escola, o barulho de conversas e risos é contagiante. Mesmo sendo um lugar simples, com poucos adornos, é sempre aconchegante. Acredito que seja por ser o segundo lar de alunos e professores.
A tarefa foi proposta: O que são memórias para você? Fale um pouco sobre as suas memórias!
O tempo começa a ser contado. Todos os trinta alunos pensando. Alguns perdidos enquanto uns já rabiscam o papel furiosamente e outros apenas sorriem e olham para mim com melancolia.
A hora de compartilhar as memórias chegara. O nervosismo e a ansiedade tomam conta de todos. É um momento difícil para alguns alunos e muito agradável para outros.
Um pequeno menino começa: “Memórias para mim são os álbuns de fotografias de minha família. É o lugar onde eu posso viver quantas vezes eu quiser todos os momentos felizes que passei com todas as pessoas que eu amo”.
Uma garota de cabelos longos e escuros continua: “Memórias para mim são como as histórias que vivem dentro de nós o tempo todo. São elas que me confortam quando estou triste e me fazem sorrir outra vez. Histórias me fazem sonhar de olhos abertos”.
O discurso da garota me fez voltar no tempo: eu tinha 13 anos de novo! Agora eu me lembrava das histórias que minha irmã mais velha me contava sobre príncipes encantados, donzelas sonhadoras, cavaleiros valentes, rainhas malvadas e os “felizes para sempre”. 
Eu já havia experimentado o sabor de sonhos realizados, pois já tinha vivido o meu conto de fadas. Tinha sido muito breve e o príncipe encantado havia partido para sempre. O vento o levara como leva as folhas secas das árvores para longe.
Aquela aula chegara ao fim. Tive o imenso prazer de conhecer muitas memórias. Mesmo sendo alunos de pouca idade, todos estavam cheios de histórias para contar com apenas suas memórias. Juntei meus livros e pertences para deixar a escola. Mais um dia se passara repleto de grandes emoções e recompensas.
O sol agora já estava alto no céu. O vento soprava suavemente como se entoasse uma canção. Eu estava a caminho de casa quando eu o vejo do outro lado da rua. Era ele, o meu príncipe encantado! Parei. Meu coração batia furiosamente em meu peito. Sem demora enviei a ele um sorriso, mas ele não me devolveu. Deveria estar com pressa, pois continuou o seu caminho.
Ele havia voltado. O vento realmente o havia trazido de volta. Mas por que ele se lembraria de uma garota de 13 anos que ele tinha se negado amar, ainda mais depois de tanto tempo? Não. Ele nunca se lembraria. Eu não fazia parte de suas memórias, mas ele sempre faria parte da minha história.
    
Por S. W.